Sai pela vida como quem sai do banho na madrugada. Com os cabelos molhados, senti o vento batendo na cara enquanto o ventilador embalava meu sono. Sou alérgica a ar-condicionado; à fumaça e cinismo também. Respirei fundo e a maresia impregnou minha alma. Aquele paladar salgado tinha gosto de liberdade. Desperta, minha única vontade era voltar a dormir novamente...

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